segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Consumo de chocolate reduz doenças cardíacas em 30%, diz estudo

O post de hoje traz uma reportagem sobre o chocolate, publicada no Jornal Folha de São Paulo, no dia 29 de Agosto de 2011. Confira!!!

Consumo de chocolate reduz doenças cardíacas em 30%, diz estudo
DA BBC BRASIL
O consumo de chocolate em grandes quantidades pode estar associado a uma redução de um terço nos riscos de desenvolvimento de certas doenças cardíacas, segundo um estudo britânico.
O estudo, publicado na revista científica "British Medical Journal", confirma resultados de investigações anteriores sobre o assunto que, de maneira geral, encontraram evidências de um possível vínculo entre o consumo de chocolate e a saúde do coração.
Os autores enfatizam, no entanto, que é preciso fazer mais testes para saber se o chocolate realmente causa essa redução ou se ela poderia ser explicada por algum outro fator.
A equipe da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, apresentou seu trabalho no congresso da European Society of Cardiology, nesta segunda-feira, em Paris.
INVESTIGAÇÃO
Vários estudos recentes indicam que comer chocolate teria uma influência positiva sobre a saúde humana devido às propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias do alimento. Segundo esses estudos, o chocolate teria o poder de reduzir a pressão sanguínea e melhorar a sensibilidade do organismo à insulina (o que ajudaria a evitar a diabetes). Entretanto, ainda não está claro de que forma o chocolate afetaria o coração.
Em uma tentativa de esclarecer a questão, o pesquisador Oscar Franco e seus colegas da Universidade de Cambridge fizeram uma revisão em grande escala de sete estudos sobre o assunto envolvendo cem mil pessoas, com e sem problemas no coração.
Os especialistas estavam particularmente interessados em avaliar os efeitos do consumo de chocolate sobre ataques cardíacos e acidentes vasculares (ou derrames).
Em cada estudo, a equipe comparou o grupo de participantes que comia a maior quantidade de chocolate ao resultado do grupo que comia a menor quantidade do alimento. Para evitar distorções, a equipe levou em conta diferenças de metodologia e qualidade dos estudos.
Cinco estudos encontraram uma associação positiva entre índices mais altos de consumo de chocolate e um menor risco de problemas cardiovasculares.
"Os índices mais altos de consumo de chocolate foram associados a uma redução de 37% em doenças cardiovasculares e uma redução de 29% na incidência de derrames em comparação aos índices mais baixos (de consumo)", os autores escreveram.
Não foram encontradas evidências significativas de redução em casos de falência cardíaca. Os estudos não especificaram se o chocolate ingerido era meio-amargo ou ao leite. Entre os alimentos consumidos pelos participantes estavam barras de chocolate, bebidas, biscoitos e sobremesas contendo chocolate.
Segundo a equipe britânica, as conclusões do estudo precisam ser interpretadas com cautela, porque o chocolate vendido comercialmente é altamente calórico (contendo cerca de 500 calorias por cada cem gramas) e sua ingestão em grandes quantidades poderia resultar em ganho de peso, o que aumentaria os riscos de diabetes e doenças cardíacas.
Entretanto, os especialistas recomendam que, dados os benefícios do chocolate para a saúde, iniciativas para reduzir a quantidade de gordura e açúcar nos produtos deveriam ser exploradas.

Obs.: É importante saber que os benefícios do consumo de chocolate estão associados ao chocolate amargo e meio amargo, ou seja, são aqueles que contém mais cacau. Lembrando que a quantidade deve ser respeitada: não é consumindo uma caixa inteira de chocolates que você conseguirá obter seus benefícios! Consuma com moderação, procurando evitar principalmente o chocolate branco, que contém mais gordura em sua composição!
JPara saber mais sobre o chocolate, leia o post “O Bom e Velho Chocolate”, publicado aqui em 18 de Abril de 2011.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE OS ALIMENTOS E FAÇA A SUA ESCOLHA!!!

É comum na hora da compra surgirem dúvidas sobre o que levar para casa. Afinal são tantos alimentos parecidos que fica difícil saber qual é o melhor. Portanto o post de hoje quer ajudar a esclarecer suas dúvidas e a escolher o que é melhor e mais saudável para você. Descubra aqui as diferenças entre alguns alimentos e faça a sua escolha!
PEITO DE PERU X PRESUNTO
O peito de peru apresenta menos calorias (50g contém cerca de 46 calorias, contra 81 do presunto), contém o dobro de zinco e possui uma menor quantidade de colesterol. Além disso, o peito de peru contém uma quantidade maior de proteínas e de cálcio. Embora ambos contenham grande quantidade de sódio, 441 mg (peito de peru) e 650mg (presunto), pessoas com pressão alta devem dar preferência ao peito de peru que contém uma quantidade menor.
Portanto, o peito de peru contém menos gordura e mais nutrientes, mas isso não significa que você não possa consumir presunto: você pode, mas não com freqüência. De qualquer forma lembre-se de consumir o peito de peru com moderação devido à elevada quantidade de sódio!
MARGARINA x MANTEIGA
As margarinas são as maiores fontes de gorduras trans do que a manteiga. As gorduras trans são formadas durante o processo de hidrogenação do óleo vegetal e aumentam o “colesterol ruim” (LDL) e estudos mostram que o consumo de gorduras trans elevam o risco de desenvolvimento de doenças cardíacas coronarianas.
Por outro lado, manteiga é pobre em gorduras trans, porém rica em gorduras saturadas, que são gorduras de origem animal. A RDA (Recommended Dietary Allowances) recomenda que o consumo de gorduras saturadas deve-se limitar a um mínimo de 10% das calorias totais do dia, para afastar o risco de doenças cardiovasculares.
Assim, o ideal é consumir a margarina ou a manteiga com moderação: em uma dieta saudável, uma colher de sopa (15 gramas) não fará mal à saúde. Uma opção é substituir a manteiga por “margarinas light”, com quantidades reduzidas de gorduras trans. Ou ainda margarinas que contenham os dizeres “0% de gordura trans” em seu rótulo. Pois as margarinas comuns, com alto teor de gorduras não conferem benefício sobre a manteiga, já que os dois tipos de gorduras estão relacionadas com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
PÃO LIGHT X PÃO INTEGRAL
O pão light contém menor quantidade de calorias, por isso é a opção mais adequada para quem quer reduzir as calorias da dieta. Os dois pães são ricos em fibras que auxiliam na diminuição da glicose e do colesterol. Cada fatia possui cerca de 1 a 1,5g de fibra alimentar dependendo da marca consumida. Também são ricos em vitaminas do complexo B e vitamina E, considerada um antioxidante e um dos principais agentes protetores do coração e das artérias.
O ideal na hora da compra é olhar o rótulo desses alimentos, pois hoje já estão disponíveis no mercado pães que são light e integrais ao mesmo tempo. Lembrando sempre que não é porque determinado alimento é light ou integral que você pode comer quantidades absurdas. Portanto, fique atento!
SORVETE X FROZEN YOGURT
O sorvete por ser feito de leite, tem proteínas, porém tem alta concentração de gorduras, para dar textura, e de açúcar. Portanto pode ser muito calórico! O frozen yogurt é a opção mais saudável, tendo em média 67 calorias por 100g. É feito de leite e iogurte, e tem baixo teor de gordura e alto teor de proteínas. Contém menos açúcar do que o sorvete, tendo um gosto mais ácido.
Atualmente a composição frozen yougurt tem sido bastante discutida, pois o percentual de iogurte, principal atrativo do produto, muita vezes não é informado. Além disso, os acompanhamentos do frozen podem deixá-lo mais calórico do que um sorvete tradicional. Portanto, mesmo sendo um alimento de baixa caloria e rico em cálcio, fique atento ao tamanho da porção.
REQUEIJÃO x CREAM CHEESE
O cream cheese possui creme de leite na composição, consistência cremosa, textura lisa e coloração marfim. Uma colher de sobremesa (20g) contém cerca de 50 Kcal. O requeijão também possui creme de leite na composição, tem textura macia e consistência cremosa. Uma colher de sobremesa (23g) contém cerca de 66 Kcal. A quantidade de proteínas pode ser encontrada em maior quantidade no requeijão (2,8g, contra 2g no cream cheese).
Em relação ao sódio, o cream cheese seria o mais recomendado para pessoas com pressão alta: seu teor de sódio é de 107 miligramas, enquanto o do requeijão é de 227 miligramas. Quanto à gordura saturada, o cream cheese é mais saudável do que o requeijão. Por outro lado, o requeijão contém uma maior quantidade de cálcio.
Tanto o requeijão quanto o cream cheese são produzidos à base de leite fermentado e pasteurizado. O requeijão diferencia-se em sua fórmula, onde a matéria-prima sofre mudanças de temperatura.
FEIJÃO CARIOCA X FEIJÃO PRETO
O feijão carioca contém menos fibras quando comparado ao feijão preto e ao feijão mulatinho. Porém tem uma ótima quantidade de proteínas, que são ingeridas com a ajuda do amido presente no acompanhamento habitual do feijão: o arroz. Cem gramas fornecem 78 calorias.
O feijão preto apresenta maior quantidade de proteínas, mais energia e é o mais rico em fibras alimentares. Tem uma ótima quantidade de ferro e outros minerais. Cem gramas fornecem 117 calorias.
MOLHO BRANCO x MOLHO DE TOMATE
                O molho de tomate é rico em vitamina C e ainda contém licopeno, um potente antioxidante, relacionado à prevenção de alguns tipos de câncer. O molho branco contém mais vitamina E do que o de tomate, apresentando ainda vitaminas do complexo B. Porém, pode apresentar uma quantidade elevada de gordura em sua composição, pois na maioria das vezes é feito com creme de leite, por exemplo. Portanto o ideal é consumir o molho branco com menor freqüência e atentar-se aos ingredientes utilizados no seu preparo.
PIMENTÃO VERDE x VERMELHO x AMARELO
                As diferentes cores do pimentão estão relacionadas ao tempo de colheita. Os vegetais são verdes e tornam-se vermelhos ou amarelos quando maduros. O verde seria vermelho ou amarelo se não fosse colhido com 120 dias, já que o amarelo e vermelho são colhidos após 150 dias.
O pimentão vermelho é o mais rico em vitamina A, que é muito importante para a pele e para os olhos. Também é rico em vitamina C ficando atrás apenas do pimentão amarelo. O pimentão verde é o segundo em teor de vitamina A, mas o menos rico em vitamina C e em potássio, mineral importante para a contração muscular. O pimentão amarelo é a opção mais rica em vitamina C, que é muito importante para a imunidade e cicatrização de feridas e também é o mais rico em potássio.
Em relação aos outros nutrientes encontramos: o cálcio, que é fundamental para ossos e dentes e contração muscular, estando em maior quantidade no verde e no amarelo. O fósforo, atuante na contração muscular e fortalecendo ossos e dentes também é encontrado em maior quantidade no amarelo e um pouco menos no vermelho. O pimentão vermelho tem quantidades consideráveis de vitamina B1, seguido pelo amarelo. Esta vitamina atua no metabolismo da glicose e suas deficiências podem causar perda de memória e de apetite, perturbações do sono, cansaço e irritabilidade. A vitamina B2 participa do metabolismo das proteínas. O amarelo apresenta maior quantidade e o vermelho um pouco menos. Somente o pimentão amarelo contém quantidades significativas de vitamina B6. Ela é usada no tratamento de depressão e sintomas da TPM, além disso, participa assim como a B2 do metabolismo das proteínas.
RICOTA X COTTAGE
Ambos contêm menor valor calórico em comparação com outros tipos de queijo, porém o cottage tem menos gordura do que o ricota. Cada fatia grossa (1cm) ou 2 colheres de sobremesa fornecem cerca de 45kcal. Atualmente existem nos supermercados tipos mais lights de ricota, sendo às vezes menos calóricos que o próprio cottage. Para quem deseja ingerir menos colesterol a melhor opção é o cottage.


Manteiga X margarina. Qual é a diferença?. Disponível em:http://www.nutritotal.com.br/
Peito de Peru X Presunto. Disponível: http://www.nutriessencial.com.br
Escolha o Alimento Certo. Disponível em: http://www.rgnutri.com.br
Queijos. Disponível em: http://www.rgnutri.com.br
Frozen é sorvete, não iogurte, diz promotor. 11 de Janeiro de 2011. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/858484-frozen-e-sorvete-nao-iogurte-diz-promotor.shtml

Pimentão – Diferenças básicas. Disponível em: http://junutri.wordpress.com/2011/05/11/pimentao-diferencas-basicas/

Cores dos alimentos influenciam na quantidade de nutrientes. Disponível em: http://www.jornalagorasertaozinho.com.br/materia.php?id=595

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

OS BENEFÍCIOS DA FARINHA DE BERINJELA

Atualmente é cada vez mais crescente o número de pessoas que apresentam doenças cardiovasculares (DCV). Essas doenças aumentam o risco de mortalidade e um dos maiores fatores de risco para o seu desenvolvimento é o colesterol elevado no sangue.  Assim, medidas que visam a redução dos níveis de colesterol, especialmente o LDL (o chamado “colesterol ruim”) e também de outros fatores de risco tem sido muito utilizadas por aqueles que desejam manter a saúde. E é aí que entra a farinha de berinjela.
A berinjela não contém gorduras e é rica em vitaminas A, do complexo B e C, sais minerais, como cálcio, fósforo e ferro, e flavonóides, compostos antioxidantes presentes na casca que ajudam a afastar doenças como o câncer. Estudos mostram que a farinha de berinjela auxilia na redução dos níveis de colesterol- LDL, glicose e triglicérides. Além disso, apresenta leve ação diurética, auxilia na melhora do funcionamento intestinal e nos tratamentos de artrite e reumatismo.
Além disso, para aqueles que desejam perder peso a farinha de berinjela pode ser mais uma aliada. Em um estudo realizado pelo Departamento de Nutrição da Universidade Federal do Rio de Janeiro, durante dois meses, 14 mulheres entre 30 e 45 anos que estavam acima do peso foram divididas em dois grupos. O primeiro foi submetido a uma dieta com baixas calorias e suplementação com 14 gramas de farinha de berinjela por dia (2 colheres de sopa duas vezes ao dia, de manhã e à noite ou durante as principais refeições).
O segundo grupo foi submetido à dieta hipocalórica sem suplementação. De acordo com Glorimar Rosa, coordenadora do Departamento de Nutrição da UFRJ e responsável pela pesquisa, as mulheres do primeiro grupo perderam em média seis quilos e tiveram uma redução significativa da circunferência da cintura. Além disso, elas diminuíram o risco de doenças metabólicas como diabetes tipo dois, e também a concentração de ácido úrico (substância que, quando acima do recomendado, favorece inflamações e dores articulares), fatos que não ocorreram no segundo grupo.  Ao contrário do chá e do suco de berinjela, que não se mostraram eficientes para baixar o colesterol durante os testes, a farinha apresentou bons resultados em função de sua maior concentração de fibras solúveis. O alto teor de fibras do tipo solúveis na farinha de berinjela,limitam a concentração de gordura no sangue e ainda promovem saciedade, de acordo com a coordenadora da pesquisa. Além disso, recomenda-se que logo após o consumo da farinha seja ingerida uma fruta cítrica, rica em vitamina C, pois após a ingestão da farinha há um aumento na formação de radicais livres e a vitamina C por ser um antioxidante, neutralizaria esse efeito.
Como fazer a farinha de berinjela?
Em uma fôrma, coloque 1 kg de berinjela com casca cortada em fatias. Em seguida, leve ao forno a uma temperatura de 200 graus por cerca de 2h15min. ou até o legume ficar crocante ou ressecado. Em seguida, triture a berinjela desidratada no processador ou no liquidificador até virar pó. O produto deve ficar com aparência parecida com a da farinha de mandioca. 
Rendimento: 100 g
Armazenamento: Guarde a farinha em pote bem vedado, em local arejado e longe da luz.  Pode ser na geladeira.
Validade: Um ano, quando bem armazenada e longe da luz.
JAo comprar a berinjela, escolha aquelas com casca lisa e brilhante, sem manchas amarronzadas.
Deve-se salientar que a farinha de berinjela deve estar associada a uma alimentação saudável, pois não adianta ter uma alimentação desequilibrada e esperar que apenas com a farinha você consiga alcançar os resultados que deseja. Você pode acrescentá-la em vitaminas, sucos, iogurtes ou frutas, de acordo com a sua preferência. Desfrute de todos os benefícios que essa farinha pode lhe proporcionar e tenha uma vida mais saudável!

RECEITA: Pasta de atum e farinha de berinjela 
Ingredientes:
• 1 lata de atum light (em água) - escorrer o excesso de água
• 2 colheres de sopa de requeijão light ou creme de soja
• 1 colher de sopa de farinha de berinjela
• Salsinha a gosto 
Modo de preparo:  Misture tudo e sirva com torradas.

Fonte: Experimente a Fariha de Berinjela. Revista Saúde é Vital. São Paulo: Editora Abril,2010.
- Farinha de berinjela é uma das novidades da Ciência para a Vida (25/11/2004). Disponível em: http://www.embrapa.br.
-Farinha de berinjela é a nova  aliada na luta contra a balança Disponível em: http://entretenimento.r7.com/receitas-e-dietas/noticias/farinha-de-berinjela-e-a-nova-aliada-na-luta-contra-a-balanca-20100705.html
- Baixe o colesterol com a berinjela. Disponível em: http://revistavivasaude.uol.com.br

terça-feira, 26 de julho de 2011

ALIMENTOS TERMOGÊNICOS: MAIS UM ALIADO NA LUTA CONTRA O PESO?

Você já ouviu falar nos alimentos termogênicos? Se não, o post de hoje traz algumas informações sobre esses alimentos que vem sendo muito procurados por aqueles que desejam emagrecer.
Alimentos termogênicos são alimentos que auxiliam na redução de peso, pois aceleram o metabolismo, que é a energia que o nosso organismo gasta. O que acontece é o seguinte: o alimento termogênico faz com que o organismo gaste mais energia e, portanto, queime a gordura armazenada.
Estudos mostram que é possível reduzir até 200 calorias em um dia associando uma alimentação saudável com o uso de alimentos termogênicos. Um dos mecanismos para auxiliar a perda de peso seria a atuação de alguns termogênicos nos adipócitos (células que armazenam a gordura) potencializando a degradação das gorduras durante o exercício. Alguns atuam no Sistema Nervoso Central, estimulando o estado de alerta e concentração, retardando a fadiga muscular e aumentando a disposição para a prática de atividade física.
O ideal é que esses alimentos sejam consumidos duas vezes por dia para que seus benefícios possam ser alcançados. E para que a queima de gordura seja mais efetiva, os termogênicos podem ser consumidos antes da atividade física.
Deve-se ter cautela quanto o consumo excessivo desses alimentos, tendo em vista que por alguns terem ação estimulante (café, chá verde, cacau e guaraná em pó) o consumo excessivo pode levar a sintomas como dor de cabeça, tontura, insônia e problemas gastrointestinais. O gengibre, por outro lado, pode aumentar a pressão arterial. Portanto, pessoas com problemas cardíacos e hipertensos, devem ter maior atenção ao incluir esses alimentos à dieta.
A tabela abaixo mostra os principais alimentos termogênicos:

Pimenta vermelha: Esse tipo específico de pimenta é rica em capsaicina, substância que favorece o aumento da quebra de gorduras no tecido adiposo. Ela aumenta em até 20% a atividade metabólica se ingerida na quantidade de três gramas por dia, podendo ser adicionada em saladas e pratos quentes como tempero.
Chá verde (Camellia sinensis): Favorece a utilização da gordura corporal como fonte de energia em função do estimulo metabólico. Para que o efeito aconteça, recomenda-se cinco xícaras de chá por dia durante três meses. Mas, cuidado: quem tem insônia não deve ingerir o chá verde na parte da tarde ou noite.
Canela: além de aumentar o metabolismo basal, a canela possui alto teor de cálcio mineral, substância importante para o emagrecimento. Polvilhada por cima de frutas (aproximadamente uma colher de chá rasa), contribui com o emagrecimento e ainda torna a refeição mais gostosa!
Gengibre: Essa raiz pode aumentar o gasto calórico em mais de 10%. "O gengibre pode ser consumido de diversas formas, cru, em marinadas para temperar carnes, aves e peixes. Recomendam-se duas fatias pequenas.
Chá de hibisco: Esse chá, assim como os demais termogênicos, aumenta a temperatura corporal durante a digestão e, consequentemente, aumenta o metabolismo. Para que o efeito seja positivo, aconselha-se um litro por dia, sendo que, para um litro de água, deve-se usar uma colher de sopa da flor.
Alimentos  com  Ômega 3: O ômega 3 é encontrado em peixes, como salmão e atum e na linhaça. Ele aumenta o metabolismo basal, melhora a retenção de líquidos e facilita a comunicação entre as células do organismo.
Água gelada: Ao ingeri-la, seu organismo gasta energia para elevar a temperatura até a tida como adequada pelo corpo (algo entre 36º e 37ºC). No entanto, o efeito é muito leve. Para melhores resultados, ingira oito copos de água por dia, pois essa medida pode aumentar seu gasto calórico em até 200 kcal!

Fonte: adaptado do site http://terra.minhavida.com.br (Ana Paula de Araújo)
É importante destacar que a ingestão do alimento termogênico por si só não garantirá a perda de peso. Para que isso aconteça, como já sabemos, é a velha dupla que deve entrar em cena: alimentação saudável e atividade física. Portanto, o alimento termogênico irá pontencializar a perda de peso, fazendo com ela ocorra de maneira mais rápida. A ação termogênica também irá depender da quantidade e da freqüência de consumo. Dessa forma, o consumo deve ser feito todos os dias e não apenas esporadicamente.
E lembre-se sempre que o ideal é procurar um profissional especializado, pois ele é o único que poderá te ajudar a incluir o alimento termogênico na sua rotina diária, de acordo com a quantidade e o tipo mais adequado. Só assim você poderá usufruir de todos os benefícios que esses alimentos associados à alimentação saudável e a atividade física podem te proporcionar e o melhor: terá mais saúde e ainda ficará em forma! Quem não quer!???

Fonte:Uso de alimentos termogênicos no tratamento da obesidade.Disponível em: http://www.vitafor.com.br/artigos/termogenico. Rio de Janeiro, Junho de 2010.
Alimentos Orgânicos. Disponível em: http://www.vponline.com.br

quarta-feira, 20 de julho de 2011

HIPOTIREOIDISMO X HIPERTIREOIDISMO: COMO A NUTRIÇÃO PODE AJUDAR?

O hipotireoidismo é um conjunto de sinais e sintomas decorrentes de um distúrbio dos hormônios da tireóide em que ocorre a desaceleração do metabolismo. A tireóide é uma glândula localizada no pescoço, logo abaixo do pomo-de-adão e mede cerca de 5 cm de diâmetro. Ela produz dois hormônios: a T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). Esses hormônios são responsáveis por controlar o metabolismo, que é a velocidade com a qual o organismo gasta energia. Assim à medida que a concentração dos hormônios tireoideanos é reduzida no sangue o organismo funciona mais lentamente. O diagnóstico é feito pela dosagem desses hormônios, mas também deve ser analisado o perfil lipídico, tendo em vista que a dislipidemia está associada ao hipotireoidismo.
No hipotireidismo o organismo funciona de maneira mais lenta e uma consequência natural é o ganho de peso, um dos sintomas mais freqüentes e mais abordados. Porém os pacientes costumam apresentar outros sintomas, como: intolerância ao frio, sonolência, constipação, diminuição do apetite, fraqueza muscular, raciocínio lento, depressão, cabelos secos, quebradiços e de crescimento lento (o mesmo ocorre com as unhas), queda de pálpebras e queda de cabelo.
Dentre as causas do hipotireoidismo está a falta de iodo (elemento usado pela glândula tireóide na fabricação dos hormônios), presente no sal de cozinha. Também pode ocorrer devido a anomalias genéticas na glândula ou devido à baixa produção do TSH, um hormônio produzido por outra glândula (o hipotálamo, localizado na cabeça) e que é responsável por estimular a produção dos hormônios tireóideos. Quando a doença tem causa auto-imune (tireoidite de Hashimoto) pode ocorrer vitiligo e associação com outras doenças auto-imunes, como: diabetes mellitus, insuficiência adrenal, candidíase, hepatite auto-imune, etc.
O tratamento nutricional tem por objetivo promover a perda de peso e mantê-lo, com a prática de exercícios físicas e uma dieta com poucas gorduras; controlar a dislipidemia, evitando o aumento do LDL (“colesterol ruim”) e regular o funcionamento intestinal. Recomenda-se ainda, consumir com moderação verduras crucíferas (tais como nabo, repolho, espinafre, couve, pêra e pêssego), pois estes parecem suprimir ainda mais o funcionamento da glândula.
Em contrapartida, o hipertireoidismo caracteriza-se pelo aumento na concentração dos hormônios tireoideanos no sangue, fazendo com que o organismo trabalha de forma mais acelerada, conseqüentemente levando à perda de peso. Além da perda de peso, os sintomas mais comuns são: fome excessiva, aumento do ritmo intestinal (podendo ocasionar diarréia), nervosismo, insônia, intolerância ao calor, fraqueza muscular, unhas quebradiças, cabelo seco e quebradiço, palpitações e cansaço. O diagnóstico também é feito pela dosagem dos hormônios T3 e T4.
A principal causa do hipertireoidismo é o bócio, que pode ser: difuso tóxico (doença auto-imune na qual o organismo produz anticorpos que estimulam a produção e a liberação de hormônios pela tireóide, podendo estar associado a outras doenças auto-imunes), multinodular tóxico (ocorre proliferação de diversos folículos da glândula, formando diversos nódulos, algumas vezes volumosos e visíveis) ou adenoma tóxico (nódulos únicos, em geral com mais de 3 cm de diâmetro, que produzem em excesso os hormônios da tireóide).
O tratamento nutricional envolve a promoção do ganho e manutenção do peso e controlar os sintomas. Assim, recomenda-se: aumentar o consumo de alimentos na dieta, para evitar maior perda de peso; aumentar a ingestão de alimentos como brócolis, couve-de-bruxelas, repolho, couve-flor, couve, folhas de mostarda, pêssego, pêra, soja, espinafre, nabo, pois estes ajudam a suprimir a produção de hormônios da tireóide; diminuir o consumo de fibras para evitar a diarréia e aumentar o consumo de água para repor as perdas sofridas devido a este sintoma; evitar o consumo de alimentos estimulantes (chás, cafés, nicotina e refrigerantes), pois estes podem aumentar os sintomas desta doença, tais como palpitações e tremores.
Como foi visto tanto o hipotireoidismo, quanto o hipertireoidismo são doenças que merecem atenção. Por isso não deixe jamais de consultar um médico para realizar um diagnóstico adequado e um nutricionista que irá fazer adaptações na sua dieta, para que você possa controlar os sintomas apresentados e tenha uma melhor qualidade de vida!

Fonte: Hipertireoidismo. Disponível em: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?247
Hipotireoidismo. Disponível em: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?248
Tiróide x Peso. Disponível em: www.rgnutri.com.br
Hipertireoidismo e Tireotoxicose. Disponível em: http://medicina.fm.usp.br/endoresidentes/roteiro/hipertireoidismo_tireotoxicose_roteiro.pdf

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ômega-3 e Ômega-6: As Gorduras do Bem

A alimentação é essencial à manutenção da vida e da saúde. Diversos nutrientes devem fazer parte de uma alimentação saudável e isso também inclui as gorduras.  As gorduras podem ser divididas em dois grupos: as saturadas e as insaturadas. As gorduras saturadas são encontradas em alimentos de origem animal, como carnes leite e ovos. Esse tipo de gordura está relacionada ao aumento de colesterol por isso deve ser consumida com moderação.
Por outro lado, as gorduras insaturadas são divididas em monoinsaturadas e poliinsaturadas. As monoinsaturadas estão relacionadas à diminuição dos níveis de colesterol, triglicérides, glicose e aumento do bom colesterol (HDL). Esse tipo de gordura pode ser encontrada nos azeites e castanhas, por exemplo.
São gorduras poliinsaturadas o ômega- 3 e o ômega-6. Estas são as gorduras que chamamos de “gorduras boas”. São gorduras conhecidas como ácidos graxos essenciais, pois o corpo humano não é capaz de produzi-las, portanto devem ser obtidas por meio da alimentação. São encontradas em estado líquido (óleos), na temperatura ambiente e também são conhecidos como ácido linolênico (ômega-3) e ácido linoléico (ômega- 6).
Diferentes estudos já mostraram os diversos efeitos benéficos do consumo regular de desses ácidos graxos especialmente no que se refere à saúde do coração. Os benefícios incluem: atividade antiinflamatória; atividade anti-trombose (evita a formação de coágulos, responsáveis pelo entupimento dos vasos sanguíneos); redução dos níveis de colesterol total, LDL (“colesterol ruim”), triglicerídeos e redução da pressão arterial. Dessa forma, evitando o surgimento de diversas doenças como: diabetes, hipertensão arterial, derrame, alguns tipos de câncer, atrite reumatóide, dentre outras doenças.
As principais fontes de ômega-3 são peixes de água fria (cavala, salmão, arenque, sardinha, atum), semente de linhaça, castanhas, nozes e óleo de linhaça. É recomendado ingerir pelo menos 2 porções de peixe por semana, mas se for possível incluir outras fontes de ômega-3 maiores serão os benefícios. Lembrando que é importante estar atento ao modo de preparo dos alimentos: os peixes devem ser assados, cozidos ou grelhados. Não se deve fritá-los, pois este processo destrói o ômega-3. Já dentre as fontes de ômega-6 temos: sementes oleaginosas (castanha de caju, nozes, avelã, amêndoas,  pistache, amendoim, etc.), óleo de milho, girassol e soja.
Assim, o ômega-3 e o ômega- 6 são nutrientes que devem ser ingeridos por meio dos alimentos, porém em alguns casos são utilizados suplementos em cápsulas: a comercialização dessa forma tem sido comum em farmácias, porém isso não é recomendado a não ser que seja sob orientação médica.
Por fim, apesar dos benefícios desses ácidos graxos serem comprovados cientificamente, seu consumo não deve ser feito numa dosagem muito além da recomendada já que não se sabe que efeitos essas altas doses podem ter no organismo a longo prazo. Assim, o consumo deve limitar-se a 10% do valor calórico total da dieta, pois assim seus benefícios poderão ser mais bem aproveitados, já que o excesso pode ter efeito contrário: reduzir a ação do HDL ("colesterol bom") e dificultar a coagulação sangüínea, por exemplo.  Portanto consuma, mas não exagere!

Fonte: Ácidos Graxos: Ômega 3 e Ômega 6.Disponível em: http://www.rgnutri.com.br/
Os Benefícios do Ômega 3. Disponível em http://www.bancodesaude.com.br

segunda-feira, 4 de julho de 2011

PROBIÓTICOS E PREBIÓTICOS: DESCUBRA QUEM SÃO ELES!

            Com certeza você já deve ter ouvidos falar sobre alimentos probióticos e prebióticos. Esses alimentos fazem parte do grupo dos alimentos funcionais, ou seja, são alimentos que produzem efeitos metabólicos ou fisiológicos através da atuação de um nutriente ou não nutriente no crescimento, desenvolvimento, manutenção e em outras funções normais do organismo humano.
Os probióticos são bactérias que produzem efeitos benéficos ao organismo e são usados para prevenir e tratar doenças. São microorganismos vivos da nossa flora intestinal normal, ou seja, são as bactérias presentes normalmente no nosso intestino, com a função de auxiliar no seu funcionamento e de nos proteger de bactérias que possam nos fazer mal. Assim, alimentos enriquecidos com probióticos buscam auxiliar na proliferação dessas bactérias benéficas para regular o trânsito intestinal e nos proteger de possíveis infecções.
Diversos microorganismos são usados como probióticos, entre eles bactérias ácido-lácticas, bactérias não ácido lácticas e leveduras. As mais conhecidas bactérias que exercem as funções no organismo são as Bifidobacterium e Lactobacillus, em especial Lactobacillus acidophillus.  Essas bactérias costumam ser adicionadas a alimentos industrializados disponíveis nos supermercados, como iogurtes e leites fermentados, que são o principal exemplo de fonte de probióticos. Os probióticos exercem as seguintes funções no organismo: fortalecimento do sistema imunológico, ajudando o organismo a criar defesas contra bactérias e microorganismos indesejáveis; equilibram a flora intestinal, atuando no controle do colesterol e na redução do risco de câncer; aumentam o valor nutritivo e terapêutico dos alimentos, pois ocorre um aumento dos níveis de vitaminas do complexo B e aminoácidos; possuem grande importância para indivíduos com intolerância à lactose, devido ao aumento de uma enzima que facilita a digestão da lactose.
Por outro lado, os prebióticos são ingredientes alimentares não digeríveis que beneficiam o hospedeiro por estimular seletivamente o crescimento e/ou a atividade de uma ou um número limitado de espécies bacterianas no cólon. Os prebióticos são alguns tipos de fibras alimentares, ou seja, carboidratos não digeríveis pelo nosso corpo. As fibras prebióticas mais comuns são: a inulina (presente nos seguintes alimentos: trigo, cebola, alho, alho poró, etc); frutooligossácarideos (FOS) (encontrados em quantidades significativas se manipulados); pectina (presente nos seguintes alimentos: farelo de aveia, lentilha, soja, frutas cítricas, maçãs, etc.).
Os prebióticos exercem as seguintes funções no organismo: auxiliam no adequado funcionamento do intestino, pois contribuem com a consistência normal das fezes, prevenindo assim a diarréia e a constipação intestinal por alterarem a microflora colônica propiciando uma microflora saudável; estimulam o trânsito intestinal; colaboram para que somente sejam absorvidas pelo intestino as substâncias necessárias, eliminando assim o excesso de açúcar e colesterol, favorecendo, então a diminuição do colesterol e triglicérides totais no sangue; estimulam a motilidade intestinal; estimulam o crescimento das bifidobactérias, essas bactérias suprimem a atividade de outras bactérias que são maléficas, que podem formar substâncias tóxicas; e aumentam a absorção de minerais como cálcio, ferro, zinco e magnésio.
Existem ainda os simbióticos, que nada mais é do que a combinação de prebóticos com os probióticos com objetivo de intensificar os efeitos dos dois componentes. Lembrando que a ingestão desses alimentos deve ser diária para que você possa usufruir de todos os seus benefícios. Seu uso deve estar associado a uma alimentação saudável rica em fibras, presentes em grãos integrais, frutas e hortaliças e à prática de atividade física que são fatores que auxiliam no bom funcionamento do intestino!



Fonte: SAAD, Susana Marta Isay. Probióticos e prebióticos: o estado da arte. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas. vol. 42, n. 1, jan./mar., 2006
Probióticos e Prebióticos. Disponível:http://www.rgnutri.com.br
Alimentos com Alegações de Propriedades Funcionais e ou de Saúde no Rótulo. ANVISA. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/alimentos/legis/especifica/regutec.htm